Diabetes

Diabetes

O diabetes acomete quase 200 milhões de pessoas em todo o mundo. São pacientes cujo organismo não consegue equilibrar naturalmente o nível de glicose (açucar) no sangue. Trata-se de uma doença de evolução lenta, muitas vezes assintomática ou diagnosticada a partir de complicações como doença cardiovascular, doença renal, problemas de visão, problemas neurológicos e impotência sexual.

O diabetes tipo 1, é a forma menos freqüente da doença, tem uma instalação e evolução rápidas e se caracteriza pela completa falta de Insulina – hormônio responsável pela absorção de glicose pelas células e conseqüente redução do nível de açúcar no sangue.

O diabetes tipo 2 responde por aproximadamente 95% de todos os casos de diabetes. No Brasil, atinge 11 milhões de pessoas e está entre as dez principais causas de morte nos países ocidentais. Neste tipo de diabetes, o paciente ainda produz insulina, porém, as células do organismo desenvolvem resistência à Insulina. Desta forma, a glicose não é suficientemente absorvida pelas células, ficando acumulada no sangue.

A obesidade é um dos fatores que intensifica a resistência à insulina. A dieta rica em gordura aumenta a obesidade e a dieta rica em carboidratos (açúcar, doces e massas) aumenta a sobrecarga de açúcar no sangue. Desta forma, se estabelece um círculo vicioso impondo cada vez mais que o organismo aumente a sua produção de insulina.

Com a progressão da doença e a constante sobrecarga de açúcar, o organismo passa a perder a capacidade de produzir insulina, situação que leva a um maior aumento da quantidade de açúcar no sangue.

Aproximadamente 50% dos portadores de diabetes no Brasil não sabem que possuem a doença e, entre os que sabem que tem a doença, uma expressiva parcela não a tratam de forma adequada.

Mulheres grávidas também podem desenvolver a doença, principalmente durante a última fase da gestação, devido a alterações hormonais. Na maioria dos casos, o diabete gestacional desaparece após o nascimento do bebê.

Pesquisas recentes ainda revelam uma relação entre o diabetes e a depressão, o que complica ainda mais o tratamento, pois, o paciente deprimido pode não aderir ao tratamento, deixando de tomar medicamentos, seguir dieta adequada e realizar exercícios programados, ações importantes no controle da diabetes.

O Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica na qual o organismo não produz ou utiliza inadequadamente a insulina, um hormônio necessário para que as células do corpo absorvam a glicose de modo adequado. Isso provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia), que persiste ao longo do tempo. A hiperglicemia sustentada, característica do diabetes, está associada a complicações de longo prazo que podem afetar quase todas as partes do corpo.

O diabetes tipo 2 está mais frequentemente associado com a idade avançada, obesidade, histórico familiar da doença, histórico anterior de diabetes gestacional, falta de atividade física e algumas etnias. As pessoas com diabetes tipo II são geralmente caracterizadas por: resistência à insulina, acúmulo de gordura abdominal, estilo de vida sedentário, baixos níveis de colesterol HDL-C ("bom") e altos níveis de triglicérides e hipertensão.

A importância de atividades físicas para o portador de Diabetes

Atividades físicas auxiliam no tratamento e na prevenção do diabetes. Praticar regularmente exercícios físicos facilita o controle do açúcar no sangue, melhora os níveis da hemoglobina glicada, ajuda você a perder peso, previne que você desenvolva doenças do coração e melhora principalmente a sua qualidade de vida.

Qualquer atividade física pode ser benéfica para diabéticos, mas aquelas que movimentam grandes grupos musculares são as mais recomendadas. Caminhadas, natação, ciclismo e corrida são atividades que ajudam você a controlar melhor o diabetes, como também perder peso. Elas melhoram a capacidade do corpo em utilizar a glicose, ajudam o controle glicêmico e aumentam o gasto energético diário.

O programa de exercícios deve ser realizado, se possível, diariamente, mas 3 a 5 vezes por semana, durante 30 a 50 minutos, promove excelentes resultados no controle do diabetes. Inclua também sessões de exercícios resistidos ou hidroginástica, 2 vezes na semana, estas proporcionam maior resistência, agilidade e força para seu corpo. Lembre-se que músculos fortes necessitam de mais glicose, portanto ajudam você a controlar o diabetes.

Sequência de alongamentos sugeridos

Antes de iniciar seu exercício físico faça alongamento dos principais grupos musculares, principalmente das pernas e dos braços, eles facilitam o início da atividade, previnem lesões e melhoram seu desempenho. Esta rotina de alongamentos deverá também ser realizada ao término da sua atividade física.

OBS: Permaneça durante 20’ a 30’em cada posição.

Avaliação médica e cuidados com os pés

Ao iniciar um programa de exercícios físicos o ideal é que você faça uma avaliação médica. Diabéticos têm mais facilidade de desenvolver doenças cardíacas do que pessoas não diabéticas. Portanto o seu médico terá condições de orientá-lo em relação ao tipo e a intensidade do seu exercício físico.

Cuidados com os pés

Portadores de diabetes podem, ao longo dos anos, apresentar problemas com os pés devido à neuropatia diabética, que provoca perda de sensibilidade, alterações na mobilidade e deformidades nos pés. Escolha um calçado confortável, sem costuras grossas internamente, e sempre use com meias, elas protegem mais ainda seus pés. Caso você tenha alguma lesão nos pés, evite realizar atividades como caminhadas ou corridas. O melhor é esperar cicatrizar e em caso de dúvidas, procure sempre seu médico.

Uso de Insulina e Hipoglicemia

Se você for usuário de insulina, é fundamental que evite a hipoglicemia durante e após a atividade física. Lembre-se que a duração, a intensidadee se você começou a praticar recentemente são fatores que podem aumentar as chances de hipoglicemia durante os exercícios físicos. Então, siga estas recomendações:

- Se a glicemia for menor de 100 mg/dL você deve ingerir 15 g de carboidratos antes de iniciar a atividade física (15 g equivale a 3 bolachas de água e sal, ou uma barrinha de cereais ou uma fruta);

- Se a glicemia estiver acima de 300 mg/dl, procure não realizar os exercícios neste dia, você poderá aumentar ainda mais sua glicemia;

- Se a duração da atividade for muito longa, mais de 1 h, você deve repor mais 15 g de carboidratos, principalmente se houver sintomas de hipoglicemia;

- Nunca pratique exercícios físicos em jejum. Caso já tenha passado 2 horas da sua última refeição, faça um lanche rápido antes de começar o exercício; - Evite exercitar-se no pico de ação da insulina. Por exemplo: insulina regular acontece normalmente após 4 horas da aplicação, já a insulina NPH de ação lenta acontece entre 8h a 10 horas;

- Evite aplicar insulina nas pernas e braços, e sim no abdômen para melhorar a absorção; se você pratica atividade física à noite, faça um lanche antes de ir dormir, para evitar hipoglicemia tardia;

- Não se esqueça de hidratar seu corpo durante os exercícios, beba água, principalmente em atividades físicas de longa duração.

Programa de Adesão ao Tratamento do Diabetes Tipo 2

O Programa Saúde Extra é um programa de apoio à adesão e tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2, do qual você poderá participar por indicação do seu médico. Com o objetivo de incentivar a motivação dos pacientes e a sua adaptação a um estilo de vida saudável, o Programa oferece diversas ferramentas para orientação e apoio a adesão ao tratamento. Isso por meio da divulgação de informações de caráter educacional à respeito da doença e dicas sobre dieta alimentar e exercícios físicos, como incentivo a adoção de um estilo de vida mais adequado.