Hepatite B

Hepatite B atinge 400 milhões de pessoas ao redor do mundo

Descubra a Hepatite B

A hepatite B é uma doença causada pelo vírus da hepatite B, um vírus 100 vezes mais infeccioso que o HIV, que afeta gravemente o fígado. Pode ser do tipo aguda ou crônica. Esta última é a mais preocupante, pois pode apresentar sintomas desde um resfriado comum até falência hepática.


Transmissão

De acordo com as formas de transmissão, corre mais risco de pegar hepatite B quem:

  • - Pratica sexo sem proteção
  • - É usuário de drogas injetáveis
  • - Faz uso de instrumentos cortantes não esterelizados, como alicates de unha, aparelhos de barbear e outros
  • - Compartilha objetos de uso pessoal, tal como escova de dente


Diagnóstico

Na maioria das vezes a hepatite B não apresenta sintomas especificos, por isto, é importante que você converse com seu médico e peça uma indicação para o exame de detecção do vírus.


Prevenção
A Hepatite B é uma doença grave, que atinge milhões de pessoas no Brasil. Por isso é importante que você se previna contra a doença lembrando-se de:

  • - Praticar sexo seguro, usando camisinha
  • - Utilizar materiais descartáveis
  • - E se você é usuário de drogas, não compartilhar seringas
  • - Tomar a vacina preventiva

Considerada uma das maiores viremias crônicas da humanidade – bem mais infecciosa que o HIV –, a hepatite B apresenta números tão grandes quanto o desconhecimento existente em relação à doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente metade da população do globo vive em áreas com grande prevalência do vírus e mais de 2 bilhões de pessoas apresentam evidências de estarem infectadas ou de já terem contraído a doença em algum momento de suas vidas.

Atualmente, aproximadamente 350-400 milhões de pessoas são portadoras da hepatite B em todo o mundo. Além disso, um milhão de pacientes morrem anualmente, em função do comprometimento do fígado causado pelo vírus, que pode levar a quadros crônicos da doença ou mesmo ao desenvolvimento de cirrose e câncer. No Brasil, o número de infectados chega a 2 milhões, dos quais apenas 3% recebem tratamento adequado.

Números tão expressivos são explicados pela facilidade de contrair o vírus, que está presente e pode ser transmitido pelo sangue, saliva, sêmen, secreções vaginais, suor, leite materno, lágrimas e urina dos infectados. Segundo especialistas, embora o número de casos venha apresentando queda em algumas regiões, em decorrência de programas de vacinação, o desconhecimento sobre o problema ainda leva à falta de prevenção e tratamento adequados.

De acordo com a OMS, 45% da população do planeta vive em áreas de alta endemicidade, onde a prevalência de portadores crônicos do vírus é maior ou igual a 8%. Este é o caso da África, Ásia, Bacia Amazônica, margem do Ártico, parte do Caribe e algumas regiões do Leste da Europa. Outros 43% estão em áreas consideradas intermediárias, compostas por algumas regiões do Leste e Sudeste europeu, Oriente Médio, Japão, Ásia Ocidental, parte da América Central e do Sul, onde há a presença de 2%a 8% de portadores crônicos. Apenas 12% da população mundial, concentrada nos países da Europa Ocidental, Austrália e América do Norte, onde o número de pessoas infectadas é inferior a 2% da população.

A hepatite B é uma infecção viral que compromete o funcionamento do fígado e pode provocar cirrose e câncer. Na fase inicial, o paciente tem sintomas como anorexia, náusea, vômito, febre, mialgia, desordem gustativa e dor moderada e intermitente na região atingida. Com a evolução da doença, aproximadamente um terço dos indivíduos começam a apresentar urina escura, fezes claras e icterícia. Aqueles que evoluem para a fase crônica, cerca de 20 a 25%, podem apresentar fadiga, anorexia, náusea, desconforto, dor e descompensação hepática. Alguns fatores podem, ainda, complicar o quadro de infecção, como o consumo de álcool e a co-infecção com outros vírus, como os da hepatite C e da Aids (HIV).

Os tratamentos disponíveis não levam à cura da doença, mas visam diminuir a carga viral e, conseqüentemente, controlar a multiplicação do vírus no organismo, evitando a evolução para quadros mais graves. Estudos recentes mostram que pode haver uma tendência de terapia combinada para o tratamento.